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POMBA VÉIA DA PAZ "Uma critica social pela paz mundial"


 



Dalmir Souza: Pomba Véia da Paz - A Crítica Visual por Trás Deste Cartoon
Olá a todos! Sejam bem-vindos de volta ao DALMIR SOUZA DESENHOS. O trabalho de hoje é uma reflexão visual que intitulei “Pomba Véia da Paz”. Como cartunista, meu objetivo é muitas vezes usar o humor e o exagero para tocar em temas sérios, e esta peça é exatamente isso. Ela nasceu de uma inspiração para exposição de cartoons na SERVIA, cujo o tema está atrelado a “PÁSSAROS” como estamos vivendo dias cruéis disputas territoriais, ou seja, está em incursão a “GUERRA DA UCRÂNIA X RÚSSIA e a mais ressente entre ISRAEL e a PALESTINA, sendo que por muito tempo se utilizou a POMBA BRANCA como símbolo de Paz.
A intenção foi expor que o símbolo pode ser meramente gráfico e que pouco ou nada contribuiu para a evolução do término do conflito armado. Quer ver como cheguei a esse resultado? Continue lendo!
O Processo Criativo e a Técnica
Para criar a “Pomba Véia da Paz”, utilizei uma técnica mista, que combina o toque manual com a finalização digital.
  1. Esboço Inicial: Comecei o trabalho no papel A4 simples (sulfite) com um lápis comum para esboçar e posicionar os elementos do trabalho. O desafio foi dar ao personagem uma expressão de cansaço, exagerando as olheiras e o pescoço flácido, e que este tipo de mensageiro da paz já está em desuso “APOSENTADO”.
  2. Digitalização e Arte Final: Mantive o contorno a lápis deixando amostra os rabuscados da criação e escaneei o esboço e importando-o para o software INKSCAPE pra adicionar alguns itens que considerei importante dentro da composição e a coloração realizada na ferramenta GIMP, é importante citar que as duas ferramentas são gratuitas (free).
  3. Cores e Textura: Usei a paleta de cores frias e escuras e para simbolizar o ato da guerra, as cores cinza,  azul e o verde predominaram para inserir clima de desolação e depressão acentuada pelo que o personagem (pomba) estaria vivendo naquele ambiente pesado (caos). A textura, suja foi adicionada usando o pincel e o spray em conjunto com a borracha adicionando varias espessuras e transparências para reforçar a sensação de desgaste moral do personagem.
Todo o processo levou aproximadamente 2 dias inteiros e é um ótimo exemplo de como a arte digital pode complementar o traço tradicional.
Dicas importantes
Ao criar personagens que transmitam emoções complexas, como eu fiz aqui, uma dica é: estudar o movimento e expressões do personagem, ou usar cores complementares e analisar os sombreamentos e direção de LUZ (importante). O exagero, quando bem aplicado, é a chave para o cartoon de sucesso!
Espero que tenham gostado da análise por trás desta charge. Lembrem-se que o desenho é uma forma de diálogo. O que este cartoon faz você pensar? Deixe seu comentário abaixo!
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SORRIA!!!!


 "SORRIA": O Processo Explosivo da Arte Digital 

Introdução: O Que Esconde Um Sorriso?

A arte digital, intitulada "SORRIA", é uma peça que agarra e perturba. Usei o título mais amigável, a obra subverte a cordialidade, transformando o sorriso em uma exibição grotesca e ameaçadora.

Este artigo desvenda a anatomia desse monstro visual e mergulha no processo criativo que transformou uma ideia inquietante em uma obra de impacto. Se você busca inspiração para quebrar limites artísticos, prepare-se para entender a técnica por trás dessa dicotomia entre o título gentil e a imagem bizarra.

Análise: O Cartoon da incógnita

"SORRIA" explode em cores e linhas, encaixando-se no estilo Cartoon Underground ou Lowbrow Art, com forte influência de quadrinhos cômico. Sua força reside na dualidade: o convite simples do título é negado pela figura central. O sorriso que vemos é uma boca cavernosa com dentes superdimensionados, pronta para engolir o que estiver por perto – talvez a inocência representada pela minúscula figura em vestido listrado na parte inferior.

A composição é agressiva e centralizada, dominada pela boca.

  • Cores: O azul profundo do fundo cria mistério, contrastando com o laranja/marrom da pele. O vermelho vivo de lábios e gengivas intensifica a sensação de agressão.

  • O Foco nos Dentes: Este é o coração da obra. Cada dente é detalhado com mini-faces zangadas ou agitadas, transformando a arcada em uma multidão de frustrações presas. A obra é, na verdade, um agregado de pequenas angústias.

  • Detalhes Absurdos: Os brincos esféricos verdes e o minúsculo vestido azul e branco injetam um toque de absurdo, acentuando a vulnerabilidade esmagada pela magnitude da criatura.

Processo de Criação: Da Ideia ao Impacto Digital

A criação de "SORRIA" segue o fluxo de trabalho digital, combinando planejamento e execução técnica.

A Ideia Central é a subversão da felicidade. Foi concebido a boca como um portal, definindo a proporção exagerada no esboço inicial. Esta fase foi vital para estabelecer a perspectiva de baixo para cima, que confere grandiosidade ao personagem principal.

Como uma peça digital de forte traço manual, o software utilizei Inkscape e GIMP, operado através de escaneamento e ajustes com as duas ferramentas.

  • Pincéis: Pincéis de textura que simulam nanquim ou caneta de tinta são essenciais para os contornos grossos e energéticos. Pincéis macios (airbrush) são usados para a coloração e sombreamento digital.

  • Line Art: O rascunho é convertido em traços limpos e fortes. A nitidez dos contornos dá vida à forma e é o esqueleto da arte final.

  • Base Color: As cores chapadas são aplicadas em camadas separadas: azul no fundo, branco nos dentes, e as cores de pele e lábios.

A obra adquire profundidade e seu caráter único.

  • Sombreamento: A luz é aplicada de cima. O sombreamento usa cel-shading (transições nítidas), reforçando o estilo de quadrinhos.

  • A Personalidade dos Dentes: Este é o diferencial. Investi tempo desenhando expressões faciais detalhadas em cada dente, transformando-os em mini personagens.

  • Textura e Fundo: A textura de pelo desgrenhado é adicionada ao queixo com traços digitais rápidos. O fundo azul recebe um efeito de névoa pulsante (linhas em zig-zag), intensificando a energia e o movimento.

Lições e Dicas Rápidas

"SORRIA" ensina que o impacto emocional não é acidental, mas resultado de escolhas técnicas.

  1. Linha Expressiva: O traço não é apenas contorno; ele é a emoção da peça. Use line art grossa e dinâmica para dar peso e estilo.

  2. Choque Visual: Quebre a expectativa. Subverter conceitos familiares (como o sorriso) cria atenção imediata.

  3. Contraste Funcional: Use o contraste de cores (vermelho/azul) e o contraste de escala (monstro/figura pequena), mantendo a coerência estilística em todos os elementos.

Conclusão: O Legado do Bizarro

"SORRIA" é um forte comentário visual sobre a pressão social e a emoção mascarada, expressa através de uma fusão magistral de estilo lowbrow e técnica digital. A obra nos lembra que a criatividade floresce onde a expectativa é quebrada, transformando o familiar em um instrumento de fascínio e reflexão.

Analisando o processo, da ideia do caos à execução detalhada, revela o trabalho minucioso por trás da espontaneidade aparente.

LOUCO DO ISOPOR


 

A Complexidade da Simplicidade: Desvendando a Textura do Isopor

Como um Simples Bloco se Transforma em uma Obra de Arte Realista com o Lápis Grafite.


Introdução: O Desafio Escondido no Cotidiano

À primeira vista, o isopor (ou poliestireno expandido) é um material mundano, leve e descartável. No entanto, para o artista visual, ele representa um desafio técnico fascinante: como capturar sua textura granular única, sua fragilidade e a maneira como interage com a luz?

A obra em análise prova que a beleza e a complexidade podem ser encontradas em qualquer objeto, desde que se aplique uma observação aguçada e domínio técnico. Este desenho a lápis de um bloco de isopor não é apenas uma representação; é um estudo de luz, sombra e, acima de tudo, de textura. Mergulharemos agora no processo criativo por trás desta peça, revelando as etapas e ferramentas necessárias para dominar a arte de desenhar o que é "simples".

Processo de Criação: A Busca Pela Textura

O processo de criação de um objeto de textura complexa como o isopor, a julgar pelo resultado final, foi metódico, dividido em etapas críticas que garantem o realismo:

1. Ideia e Esboço (Layout)

O primeiro passo foi a observação. Precisei definir o melhor ângulo para que o bloco de isopor fosse visto, aproveitando as bordas e as quinas para estabelecer a perspectiva.

Esboço da Forma: Foi utilizado um traço leve com lápis H, para desenhar o contorno preciso do bloco e demarcar as áreas de luz e sombra (o chamado layout). O mais importante nessa fase foi garantir que a forma cúbica fosse tridimensionalmente correta.

2. Estabelecimento do Contraste (Luz e Sombra)

Em seguida, meu foco se voltou para a iluminação. É visível que a luz incide fortemente de uma direção, criando sombras projetadas nítidas.

Preenchimento Básico: As áreas mais escuras foram definidas rapidamente (com um lápis B ou 2B). Esse contraste inicial é essencial, pois é o que dá volume ao objeto antes mesmo de detalhar a textura.

3. Renderização da Textura Granulada

Esta é, sem dúvida, a fase mais exigente do desenho a lápis. A textura do isopor é um agregado de pequenas esferas. Eu não simplesmente rabisquei mas trabalhei pacientemente:

  • Pontilhismo e Mini Círculos: Para imitar os grânulos, o utilizei uma combinação de pontilhismo muito sutil e pequenos círculos variados para dar a impressão de poros e irregularidades. Onde a luz é mais forte, a marcação é mínima, e onde a sombra é mais intensa, os pontos são mais densos e escuros, usando um lápis mais macio  6B.

  • Esfumaçamento Estratégico: As áreas entre os grânulos podem ter sido sutilmente esfumaçadas para dar a impressão de profundidade sem perder a característica "áspera" do material.

Materiais Utilizados

Para alcançar este nível de detalhe e realismo, o artista provavelmente utilizou um conjunto de ferramentas profissionais de desenho a lápis:

Papel: Uma folha de gramatura média a alta (acima de 120g/m²), com textura suave ou "hot pressed", que suporta camadas de grafite sem rasgar e permite o esfumaçamento controlado.

Lápis de Grafite: Uma gama variada de durezas é crucial:

  • Lápis Duros (H, 2H): Para o esboço e linhas guia, garantindo que o traço não deixe marcas permanentes.

  • Lápis Médios (HB, B, 2B): Para a tonalidade geral e preenchimento das sombras.

  • Lápis Macios (4B, 6B, ou superior): Essenciais para alcançar os tons escuros profundos nas sombras projetadas e para dar peso à textura mais escura do isopor.

  • Ferramentas de Limpeza e Refinamento:

    • Borracha Maleável (Limpa-tipos): Usada para clarear grandes áreas ou criar reflexos (highlights) sem danificar o papel.

    • Esfuminho ou Cotonetes: Usados com cautela para uniformizar sombras e dar suavidade a algumas arestas.

Dicas do Autor a Quem Se Interessar em Desenhar

Para aqueles que se sentem inspirados a enfrentar desafios de textura como este, o processo de criação sugere algumas lições valiosas:

  1. "Desenhe o que Você Vê, Não o que Você Sabe": O isopor é branco, mas sua representação realista exige o uso de tons escuros grafite 6B nas sombras. Concentre-se em reproduzir as formas das sombras e não apenas a cor do objeto.

  2. Paciência é a Chave para a Textura: A renderização de materiais granulosos, como o isopor ou concreto, não pode ser apressada. Construa a textura gradualmente, ponto por ponto, esfera por esfera. Varie o peso da sua mão e o tipo de lápis para evitar que a textura fique monótona ou artificial.

  3. Use a Borracha como Ferramenta de Luz: A borracha maleável não serve apenas para corrigir erros. Utilize-a como uma ferramenta de subtração, tocando as áreas de textura escura para puxar o grafite e criar pontos de luz intensa, imitando o brilho refletido nas pequenas esferas do material. Isso adiciona o toque final de realismo à sua obra.

Este desenho a lápis é um testemunho de que a excelência está na atenção aos detalhes e na capacidade de transformar o ordinário em extraordinário.

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